Alunos do Técnico em Teatro do Senac apresentam “A Última Reza” no Sesc, com entrada gratuita

Alunos do Técnico em Teatro do Senac apresentam “A Última Reza” no Sesc, com entrada gratuita

Inspirada em texto criado para Marieta Severo e Andrea Beltrão, a montagem ganha nova leitura com alunos do Senac

Os alunos da turma 12 (TT12) do curso Técnico em Teatro do Senac apresentam o espetáculo A Última Reza nos dias 4 e 5 de março, às 19h, no teatro do Sesc, com entrada gratuita. A montagem marca o processo de formação da turma e celebra a conclusão de mais uma etapa artística dos estudantes.

Inspirada na obra As Centenárias, do dramaturgo Newton Moreno, criada originalmente para as atrizes Marieta Severo e Andrea Beltrão, a peça retrata as vivências de Socorro e Zaninha, duas carpideiras do sertão que, mais do que chorar nos velórios, conduzem rituais de despedida. Habitantes da fictícia cidade de Desamparo do Norte, elas transitam entre o luto e o nascimento, revelando as histórias e afetos de um povo marcado pelas partidas e pela seca. Nesta montagem, a dramaturgia ganha adaptação assinada pelos alunos Bruno Lopes e Lua Pienezza, que propõem uma nova leitura da obra a partir do processo formativo da turma.

Entre rezas, incelenças e encontros com os moradores da cidade, o espetáculo atravessa temas universais como morte, luto, nascimento e maternidade. Com sensibilidade e humor, a narrativa convida o público a refletir sobre as despedidas e os recomeços que marcam a experiência humana.

A direção é assinada por Tatiana Zalla e Anderson Nascimento, que conduzem os alunos em um processo criativo voltado à construção coletiva, à pesquisa de linguagem e ao aprofundamento dramatúrgico.

“Estamos trabalhando a partir de um texto de Newton Moreno, que é um dramaturgo contemporâneo, vivo, com uma obra muito relevante no teatro brasileiro. Mas, desde o início, também abrimos espaço para a criação autoral dos estudantes e para o protagonismo deles dentro do processo formativo no Senac. Embora a montagem seja inspirada nessa obra, houve um trabalho coletivo de construção, e dois alunos assumiram a linha de frente na adaptação dramatúrgica, consolidando essa proposta colaborativa”, destaca Tatiana Zalla.

“Ao longo de quase dois anos de curso, os alunos tiveram contato com diferentes técnicas, autores e linguagens teatrais. Esse processo formativo foi muito diverso e rico. Nesta montagem, cada um trouxe para a cena aquilo que conseguiu absorver e construir ao longo dessa trajetória. É um trabalho que nasce dessa soma de experiências e se fortalece na construção coletiva”, afirma Anderson Nascimento.

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