Destinos afrocentrados ganham destaque com pontos culturais em diferentes regiões do país
Com o início do ano e as férias, a busca por roteiros turísticos e pontos culturais para aproveitar o verão no Brasil se tornou um dos principais destinos dos brasileiros para curtir o período. O movimento é impulsionado pelo interesse dos viajantes em conhecer a história e a identidade do país de forma mais aprofundada. Segundo uma pesquisa realizada pelo Ministério do Turismo em 2024, apesar das viagens praianas, destinos como natureza e ecoturismo apresentam 12% de preferência, saúde e bem-estar 8%, aventura 6%, religioso e espiritual 7%, enquanto o turismo cultural e histórico representou 5% da preferência.
De acordo com Carlos Humberto, CEO da Diaspora.Black, startup especializada em experiências de afrocentradas, “o afroturismo vai além do turismo tradicional ao permitir que visitantes de diferentes idades e culturas conheçam o Brasil a partir de narrativas construídas por quem vive, preserva e fortalece esses territórios, valorizando a memória, a cultura, a ancestralidade e o protagonismo negro”, afirma o CEO.
A crescente busca por roteiros culturais se destaca em diferentes regiões do Brasil com a chegada das férias. Com isso, o afroturismo ganha espaço entre os roteiros culturais destacando destinos como Salvador (BA), com percursos como o Roteiro Afro do Pelourinho e circuitos que passam por espaços de memória e cultura afro-brasileira; Recife (PE), com o Circuito Afro-Recife, que percorre o Recife Antigo e espaços culturais ligados às tradições afro-pernambucanas; São Luís (MA), com o Roteiro Tambor, Memória e Cultura Negra, que inclui centros históricos, espaços culturais e manifestações populares; e Ouro Preto (MG), com o Roteiro da Presença Negra, que aborda a contribuição da população negra na formação histórica da cidade por meio de museus, arquivos e circuitos guiados.
Em São Paulo (SP), os roteiros afroturísticos mais procurados e disponíveis incluem percursos pelo Marco Zero da cidade e pela Casa de Capoeira do Mestre Ananias, que destacam a presença negra na construção da capital paulista. Já no Rio de Janeiro (RJ), os roteiros mais buscados passam por pontos como a Pedra do Sal, berço do samba carioca e símbolo da diáspora africana, o Museu do Samba e o Arco do Teles, no Centro Histórico, reunindo memória, música e história urbana.
Para o CEO da Diaspora.Black, “nossos roteiros são feitos a partir de um estudo que envolve toda da história do local. Nossa intenção é levar o afroturismo como uma forma de reconectar pessoas à história viva do Brasil, promovendo experiências que mantém a identidade cultural, estimulam o desenvolvimento dos territórios e ampliam o reconhecimento da contribuição negra para a formação do país”, finaliza Carlos Humberto.



