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Coronavírus: como proteger os idosos?

Apesar dos mais velhos serem os mais afetados pelo COVID-19, não há motivos para pânico, afirma médico infectologista do Hospital Evangélico de Sorocaba; veja como proteger as pessoas dessa faixa etária.  

Os idosos são os mais afetados pelo novo Coronavírus (COVID-19), apontam o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS). Conforme o Worldometer, site licenciado para a apresentação de estatísticas mundiais, a taxa de letalidade da doença entre as pessoas com mais de 80 anos é de 21,9%. Na faixa etária entre 70 e 79 anos, o percentual de mortes é de 8%, enquanto que, na faixa de 60 a 69 anos, fica em 3,6%. Em relação às crianças e aos mais jovens (10 a 39 anos), a taxa é bem inferior: 0,2%.

As pessoas mais velhas são as mais acometidas pela doença principalmente porque possuem o sistema imunológico fragilizado, explica o médico infectologista Dr. Sidney Hideki Matsuoka, que atende no Hospital Evangélico de Sorocaba (HES). Essa condição dificulta a capacidade de defesa do organismo contra o COVID-19, tornando os idosos mais suscetíveis a complicações do quadro de saúde. “Conforme envelhecemos, gradualmente, nosso sistema imunológico também vai diminuindo de eficácia, tal como acontece com a nossa visão, nossa pele, nossos ossos e os demais”, detalha o especialista.

As doenças crônicas preexistentes, a exemplo da hipertensão, diabetes, asma, dentre outras, também são responsáveis pela maior incidência de contágio e mortes nessas e em outras faixas etárias. A vulnerabilidade dos pulmões e mucosas frente a infecções virais e respiratórias é outro agravante, além do tabagismo e alcoolismo.

Dr. Sidney enfatiza que, apesar desses fatos, não há motivos para pânico, pois 80% dos casos de Coronavírus são leves e evoluem sem maiores intercorrências. Além disso, com medidas preventivas simples, é possível evitar o contágio, salienta o infectologista. Portanto, os idosos devem seguir estritamente as precauções orientadas pelos órgãos reguladores da saúde. “Eles devem ter cuidados redobrados, já que a mortalidade é maior nesse grupo de risco”, frisa o especialista.

Cuidados preventivos

A transmissão do COVID-19 ocorre por meio de contato direto e pelo ar. Pode se dar pela saliva, espirro, tosse, catarro, toque ou aperto de mão e quando se coça os olhos, a boca ou nariz, após encostar em objetos ou superfícies contaminadas. Por isso, indicam-se ações específicas para reduzir as chances de contágio. O isolamento social, neste momento, é a principal delas, especialmente no caso dos mais velhos. A quarentena objetiva diminuir a velocidade do alastramento da pandemia, reforça o médico do HES.  É imprescindível permanecer em casa e sair apenas em situações urgentes e emergenciais.

Aconselha-se, ainda, lavar as mãos correta e frequentemente, sempre utilizando água e sabão. O uso do álcool em gel 70% também é eficiente. Para evitar a propagação de secreções, deve-se cobrir a boca ou o nariz, com lenço de papel ou com o braço, ao tossir ou espirrar e, na sequência, higienizar adequadamente as mãos. Além disso, não se deve coçar as mucosas (olhos, boca e nariz). Deixar os ambientes arejados é igualmente importante para conter a circulação do vírus, além de evitar a companhia de pessoas doentes. Os mais velhos devem manter distância dos demais grupos de risco e de crianças, pois elas são assintomáticas diante do novo vírus e podem transmiti-lo. 

Sintomas

Os sinais do Coronavírus aparecem entre dois a 14 dias após a contaminação. Eles são bastante semelhantes aos da gripe comum: febre, cansaço, tosse seca, dores, congestão e corrimento nasal, dor de garganta e diarreia. Devido às suas condições, os idosos devem procurar um médico aos primeiros sintomas, para iniciar o tratamento o quanto antes. Os cuidados são iguais aos da gripe, sendo necessária a ingestão de medicamentos para dor e febre, além de repouso e consumo de água. Porém, há especificidades para as pessoas com idade avançada, por conta dos problemas adjacentes. “É preciso se concentrar na infecção e nas doenças preexistentes”, explica Dr. Sidney. “O paciente tem de permanecer em isolamento residencial ou hospitalar até se curar”, finaliza.

No Brasil, espera-se que a pandemia não atinja a mesma proporção do que em outros países já afetados. Isso pelas características próprias do território tropical e porque o Governo Federal e o Ministério da Saúde brasileiros possuem grande quantidade de orientações sobre como barrar a proliferação dos casos, assim como o número de infectados, analisa o médico infectologista.

Mais informações podem ser obtidas pelo site: www.hospitalevangelico.org.br. O Pronto Atendimento do Hospital Evangélico de Sorocaba está localizado na Rua Imperatriz Leopoldina, nº 136. O HES orienta que a população procure esse serviço somente em caso de urgência e emergência.

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