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Por que Nietzsche não era cristão?

Para o filólogo, o maior erro da moral cristã é querer mudar o homem para algo melhor

Friedrich Nietzsche desde a juventude se dedicou aos estudos teológicos, porém, em um certo momento começou a encontrar contradições nos ensinamentos cristãos e passou a questionar sobre tudo aquilo que foi aprendido. Na posteridade, grande parte dos seus estudos voltaram-se para a vida moral dos gregos e o modo como eles encaravam a religião, as vontades, os desejos corpóreos e a diferenciação entre as pessoas

Foi neste período que o o autor passou a investigar minuciosamente a moral. Para ele, a história ocidental deparou-se com um fenômeno que influenciou toda a humanidade: o advento do cristianismo. Assim que a religião cristã foi institucionalizada, os hábitos e maneiras de viver criaram valores morais voltados apenas para os ensinamentos da igreja.

Muitos acreditam que Nietzsche tenha criticado Jesus Cristo, mas na verdade ele apenas aponta o que fizeram do cristianismo assim que a vida dEle se torna um fundamento para a Igreja Católica. O pensador dizia que o cristianismo impôs uma inversão dos costumes que culminaria no enfraquecimento do ser humano por ser a negação dos impulsos morais.

Os gregos antigos eram capazes de se relacionar com uma religião que os permitia conviver com os impulsos naturais, o que refletia no seu modo de criar seus próprios valores. A moral cristã opera ao contrário: o que era considerado bom (forte e corajoso) torna-se característica do homem mau. O que era considerado ruim (submissão e humildade) torna-se aspecto do homem bom.

Segundo Nietzsche, essa inversão se torna uma doutrina para a sociedade ocidental, de ignorar a natureza humana e enfraquecer as pessoas, pois ela tira a centralidade da vida e concentra os indivíduos exclusivamente para a promessa cristã de uma vida após a morte.

Na obra Além do Bem e do Mal, publicada recentemente pela Editora Edipro e traduzida por Saulo Kreiger, pesquisador e membro do GEN – grupo de estudos dedicado à obra do filósofo, Nietzsche deixa evidente seu tom niilista destrutivo que iria dominar a partir de então. O autor passa a defender o desprendimento da filosofia de preconceitos morais e um engajamento maior do filósofo, que deveria se posicionar a respeito do mundo que o cerca.

Esta obra é uma importante reflexão sobre a lógica da humanidade que persegue a razão. Nietzsche questiona a necessidade de superação dessa lógica e a necessidade de ir Além do Bem e do Mal.

Sinopse: Além do bem e do mal – Prelúdio a uma filosofia do futuro foi publicado pela primeira vez em 1886, com base nas anotações de Nietzsche para a composição de outra de suas obras: Assim falou Zaratustra (esta, publicada pela primeira vez em 1891). Considerado pelo próprio autor um de seus principais escritos, este livro, dividido em nove partes, aborda desde a influência do popular sobre o erudito até a crítica ao nacionalismo e ao antissemitismo crescentes na Europa. Esta edição conta com uma nova tradução, notas e introdução assinados por Saulo Krieger, doutor em filosofia e membro do Grupo de Estudos Nietzsche (GEN). Já em sua primeira seção, intitulada “Dos preconceitos dos filósofos”, Nietzsche deixa evidente o tom niilista e destrutivo que iria dominar a sua obra a partir de então. O autor passa a defender o desprendimento da filosofia de preconceitos morais e um engajamento maior do filósofo, que deveria se posicionar a respeito do mundo que o cerca. Esta obra é uma importante reflexão à lógica da humanidade que persegue a razão, seja cartesiana, seja aristotélica. Nietzsche questiona a necessidade de superação dessa lógica e, enfim, a necessidade de ir além do bem e do mal.

Ficha técnica: Editora: Edipro | Assunto: Psiquiatria | Preço: 49,00 – e-book: 24,50 | ISBN: 9788552100430 | Edição: 1ª edição, 2019 | Tamanho: 14×21 | Páginas: 240

Fonte: LC Agência de Comunicação

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