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Projeto viabilizado pela Linc levará programação especial da Cultura Tropeiro à Biblioteca Infantil

Para participar das oficinas de saberes tradicionais é necessária fazer inscrição. As vagas são limitadas.
Os tropeiros têm lugar especial na história de Sorocaba e do Brasil. Com o objetivo de fomentar e divulgar a cultura tropeira na cidade, a Biblioteca Infantil Municipal “Renato Sêneca de Sá Fleury” receberá de 3 a 30 de maio o projeto “Conversa pra boi dormir”, com uma programação gratuita de formação cultural.
Realizado pelo historiador sorocabano Sergio Coelho de Oliveira, com produção de Angeles Paredes Toral e apoio do Centro de Estudos Históricos Caminhos das Tropas (CEHICAT), o projeto é viabilizado pela Secretaria da Cultura (Secult), por meio do edital da Linc (Lei de Incentivo à Cultura de Sorocaba) em 2018. A ideia do “Conversa pra boi dormir” é que a população possa revisitar seu patrimônio material e, assim, enxergar o que ainda “permanece de tropeiro em nós”.
O Tropeirismo, que na cidade teve início por volta de 1.750, com a instalação do Registro de Animais em Sorocaba, tornou-se passagem de tropas xucras ou arreadas. Como consequência, passou a sediar as Feiras de Muares, famosas em todo o país e que duravam de dois a três meses, entre abril e junho. Isso se deve a localização privilegiada de Sorocaba. Além de compradores, ricas famílias da capital e das cidades vizinhas vinham a procura de produtos e de divertimento. Durante a realização da feira, Sorocaba se tornava uma cidade agitada, mais movimentada do que muitas capitais da Província.

Sobre a programação gratuita
Os sorocabanos poderão participar gratuitamente de oficinas de saberes tradicionais, como o bordado livre, cestaria, artesanato em couro e tear manual, e de palestras com a temática tropeira com o fundador do CEHICAT, Sérgio Coelho de Oliveira. As atividades de Formação Cultural do “Conversa pra boi dormir” incluem ainda o desenvolvimento de um material pedagógico e de apoio à Casa do Tropeiro.
Além disso, de 3 a 30 de maio, os visitantes vão ter a oportunidade de conhecer o Pouso Tropeiro na Biblioteca Infantil, onde encontrarão todas as “traias” utilizadas pelos tropeiros, desde os utensílios para cozinhar até os apetrechos colocados nas mulas para transporte de cargas e pessoas, mostrando os usos e costumes do homem tropeiro. 
Originalmente, esses pousos eram utilizados para descanso das tropas, invernada dos animais, alimentação e comércio. Haverá demonstrarão como eram feitos os apetrechos utilizados pelos homens e pelas mulas e a parte mais significativa do acervo da Casa do Tropeiro acompanhará o Pouso, com a monitoria e curadoria do pesquisador da cultura tropeira e pedagogo Edson Antônio Nogueira, presidente do Museu do Tropeiro de Iperó, criador de mulas, colecionador e restaurador de charretes, participante e fundador da Tropeada de Itararé a Sorocaba desde 2005.

Sobre as oficinas
A oficina de Bordado Livre ocorrerá nos dias 8, 15 e 22 de maio, em duas turmas: das 9h às 11h e das 14h30 às 16h30. A atividade utilizará temas que remetam ao tropeirismo e que valorizem o trabalho feminino, pouco visível na cultura tropeira. A oficineira será Carmen Dolores Kuntz Almeida, artesã, bordadeira e costureira, Arte Terapeuta formada pelo NAPE – São José dos Campos.
A oficina de Cestaria em Palha de Bananeira ocorrerá de 27 a 29 de maio, em duas turmas (das 9h às 11h e das 14h30 às 16h30), e será ministrada pelo professor do Senar, Milton de Albuquerque, participante da Tropeada de Itararé a Sorocaba desde 2010. A fabricação do artesanato de cestaria em geral remonta aos nossos povos indígenas, e como transportar mercadorias, alimentos, sal, ouro através das matas, no lombo de mulas senão em cestos de couro, palha ou de bambu? Nestas oficinas será resgatado o prazer e a beleza dessa arte hoje substituída pelo plástico.
A aula de Trançado em Couro ocorrerá nos dias 6, 14 e 20 de maio, também em duas turmas (das 9h às 11h e das 14h30 às 16h30), com o artesão Irineu Rodrigues de Oliveira, que trabalha com couro desde os 10 anos de idade. O artesanato em couro é usado para a fabricação de roupas para resistir ao frio e à chuva, e na fabricação de arreios e traias para a tropa de mulas. Também se faziam bruacas (bolsas para transporte), guaiacas (cintos para carregar facas e outros objetos pessoais), botas, chapéus, bainhas para as facas e facões, etc. Na oficina serão ensinados alguns pontos de trançados com couro, importantes para a confecção de traias (reios, cabeçadas, peitorais, etc), e acabamento em peças de couro em geral.
Já a oficina de Tear Manual será realizada nos dias 10, 17 e 24 de maio, das 9h às 11h e das 14h30 às 16h30, ministrada pela Angeles Paredes Toral, produtora cultural, escritora, memorialista de Sorocaba, artesã de bordado e tear; e Maria de Fátima Lima Piccolo, artesã e redeira desde a infância. Os artesanatos eram feitos de tear, quando se faziam as mantas para as mulas e para os tropeiros também, aproveitando as lãs e o algodão das fazendas. Na aula, será resgatado o prazer de ver uma peça feita (mini-tapete) de forma simples e manual e serão relembradas as famosas redes sorocabanas feitas pelas redeiras da nossa cidade até os anos 70. Também haverá a exposição de uma dessas redes e um de um tear de pente liço utilizado até hoje.
As pessoas com idade a partir de 14 anos interessadas em participar das oficinas que serão realizadas nos dias 6, 8 e 10 de maio já podem se inscrever pelo telefone (15) 3231.5723, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. As vagas são limitadas.

Sobre as palestras
As palestras serão ministradas por Sérgio Coelho de Oliveira, historiador de Sorocaba, nos dias 9, 16, 23 e 30 de maio, das 15h às 16h. No dia 9 de maio, o público poderá conferir a palestra “Tropeirismo, definição e origem”. A segunda palestra será “A importância do tropeirismo para a região de Sorocaba”. No dia 23, o historiador falará sobre “O tropeirismo e o folclore”. Para encerrar, no dia 30, a palestra será “Vestígios da Sorocaba tropeira nos dias de hoje”.
Para conferir a palestra não é necessário inscrição prévia, é só comparecer no local com 15 minutos de antecedência. A Biblioteca Infantil está localizada na rua da Penha, 673, no Centro.

Fonte: SECON

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