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MALVINA LANÇA ÁLBUM SOBRE GUERRAS HÍBRIDAS

“Hybrid War”, definido como hardcore-punk, tem como tema principal as “Guerras Híbridas”, fenômeno que, segundo a banda, explica a atual crise política e social do Brasil.

Abril de 2019 – A banda de rock Malvina, uma das mais influentes do hardcore no Brasil, anuncia o lançamento do álbum “Hybrid War”. Classificado como hardcore punk progressivo, o novo trabalho possui conteúdo bastante político e social ao se utilizar do conceito de “Guerras Híbridas” para explicar os últimos acontecimentos no Brasil.

O álbum ganhará repercussão em mais de onze países por meio dos selos Electric Funeral (Brasil), Ghost Factory (Itália), Geenger (Croácia), Morning Wood (Holanda), 5FeetUnder (Dinamarca), Bomber Music (Inglaterra), Mevzu (Turquia), Money Fire (EUA), Punk & Disorderly (Canadá), Audioslam (Chile), Mud Cake (Alemanha) e Razor (Argentina). A mixagem foi feita por Jason Livermore e acompanhada pela banda no Blasting Room Studios, no Colorado (EUA), onde artistas como Rise Against, NOFX e Descendents costumam gravar.

SOBRE O TEMA 

“Guerra Híbrida” é um tipo de guerra não-convencional em que os Estados Unidos, agente principal, identifica conflitos e explora as vulnerabilidades em países-alvo para alcançar objetivos estratégicos. Um dos métodos é a manipulação de movimentos sociais pelos meios de comunicação com o intuito de enfraquecer ou depor governos antipáticos à sua agenda.

“Hybrid War” levou quatro anos para ser finalizado, tempo em que a banda esteve atenta aos fatos do turbilhão de caos que tomou conta do país desde as Jornadas de Junho de 2013. Esta análise foi baseada numa conexão entre os principais acontecimentos recentes, e a história de submissão brasileira aos EUA. “As músicas abordam de diferentes ângulos o contexto da ‘Guerra Híbrida’ no Brasil e seus diversos desdobramentos até as consequências políticas e sociais da economia de mercado, no âmago da crise que enfrentamos”, explica a banda.

Alguns dos temas abordados são: 

– a conexão entre as políticas neoliberais, implementadas no governo Temer e ampliadas com Bolsonaro, e os interesses imperialistas.

– a política de remoção no Rio de Janeiro paras as Olimpíadas de 2016, que desabrigou um grande número de famílias da região central para dar espaço às obras, que atendiam não só os pré-requisitos do Comitê Olímpico Internacional, mas também do mercado imobiliário em um fenômeno classificado por Jules Boykoff, cientista político norte-americano, como Capitalismo de Celebração;

– o uso do Capitalismo de Desastre, teorizado pela canadense Naomi Klein – que recentemente atribuiu o conceito ao governo Trump -, para explicar a lógica por trás das tragédias de Mariana e Brumadinho, e que, de modo geral, se baseia na obtenção de lucro em meio à calamidade.

Outros pontos são o ódio de classe, que permeia grande parte das faixas ao longo do disco; e a perspectiva de sobrevivência diante da exploração de todos os tipos de recursos, naturais e humanos em nome de uma “riqueza” que não cabe nas limitações da Terra.

SOBRE A SONORIDADE

Já sobre o som, o álbum entrelaça elementos do hardcore-punk, thrash metal e progressivo, o que expande o conceito de híbrido. “A conjugação de diferentes vertentes, desde o punk característico dos anos 80 à sofisticação musical do progressivo, passando pela dinâmica melódica do hardcore presente nos outros trabalhos da banda, trazem hibridez pra além do título e da temática”, acrescenta a banda. “Um hardcore-punk imprevisível, com peso e teor caótico característicos do presente momento”, finaliza-se a definição. 

 A arte da capa, por sua vez, é de Rodrigo Rezende, tido como um elemento crucial e marca da banda.

Fonte: Press Pass

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