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Empregos Mercado de Trabalho

5 empregos ameaçados de extinção pela tecnologia

A iminente robotização de serviços e produtos deve reduzir até um terço dos postos de trabalho em alguns países. O que fazer caso a sua vaga desapareça?

Bronzeamento artificial, clonagem, viagem espacial, vídeo chat… Parece que, no fim, os Jetsons estavam certos. Exibido originalmente entre 1962 e 1963, o desenho animado “previu” diversas inovações que se concretizaram e outras que ainda podem acontecer – quem lembra da emprega doméstica Rosie? Um estudo da PwC, uma das maiores empresas de auditoria do mundo, mostrou como a robotização de serviços e produtos já é uma constante e profetizou: até um terço dos postos de trabalho no Japão, Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos podem ser ocupados por robôs até 2030. Ou seja, daqui apenas 11 anos.

Por aqui, durante o evento que marcou o primeiro ano da nova diretoria da Câmara da Mulher Empreendedora e Gestora de Negócios (CMEG) – braço da Federação do Comércio do Estado do Paraná (Fecomércio) –, o vice-governador do Estado e presidente licenciado da Fecomércio, Darci Piana, também falou sobre o impacto da tecnologia nas vagas de emprego e no mercado. “A gente pensa que não, mas em Curitiba já temos 1.200 carros elétricos rodando. Quem não conseguir entender [a mudança] não vai sobreviver, não vai arrumar um emprego, porque os segmentos serão extremamente competitivos e tecnológicos”, alertou o vice-governador na ocasião.

Geovana Conti, empreendedora e sócia fundadora da empresa social de desenvolvimento humano Y (Youngers), esteve no encontro. Para ela, é preciso também enxergar as vantagens deste novo ambiente tecnológico, como a maior segurança e precisão nos processos e um aumento da produtividade. “Uma revolução dessas deveria ser motivo de alegria para a sociedade, afinal, posições mais repetitivas e arriscadas, agora, poderão ser feitas por máquinas. Seria uma ótima notícia se vivêssemos em um contexto no qual a população tivesse acesso à educação, saúde e segurança de alta qualidade. O que não é o caso no Brasil”, ressalta.

A seguir, ela destaca cinco vagas que provavelmente irão desaparecer nos próximos anos em virtude das novas tecnologias. Será que você preenche alguma dessas posições?

  1. Auxiliares de produção

Para a empreendedora, a indústria sofre um forte impacto com a digitalização e “há de atingir quem dedicou a vida nessa posição”. Principalmente os que têm pouco estudo ou formação e quase nenhuma experiência em outros setores.

  1. Cobradores de ônibus

Em maio, a Urbanização de Curitiba (Urbs) anunciou a implementação da bilhetagem eletrônica na capital paranaense. O processo de substituição começou há alguns anos e, segundo a Urbs, deve ser finalizado até 2024. Mais de mil pessoas devem ser impactadas com o fim dessa posição.

  1. Contadores e auditores

Segundo o SEBRAE, 99% dos 6,4 milhões de negócios no Brasil são micro e pequenas empresas (MPE). Atualmente eles já contam com serviços online de contabilidade e auditoria totalmente conectados com bancos e com a Receita Federal.

  1. Frentistas

Uma realidade bastante comum em países como os Estados Unidos deve chegar por aqui em breve. Isso porque o Senado Federal está com uma consulta pública para extinguir a profissão de frentista. O Projeto de Lei nº 519, de 2018, prevê a instalação de bombas de autosserviços nos postos de combustíveis.

  1. Operadores de caixa

Outra profissão à beira da extinção devido à revolução digital – haja vista as grandes redes que já aderiram aos chamados totens de autoatendimento e o aumento do comércio eletrônico.

Mas então, como garantir o próximo salário?

“Vamos todos voltar à escola”, afirma Geovana Conti. Segundo ela, os novos postos de trabalho e as novas necessidades de mercado exigem um trabalhador mais capacitado. “Estudar tecnologias, sem dúvida, há de ser obrigação para quem deseja ter a carteira assinada nos próximos 10 anos”, salienta.

Para ajudar quem busca recolocação no mercado de trabalho ou noções básicas de empreendedorismo Geovana criou o meupróximosalário.com.br. “O plano é simples: se você hoje ocupa uma vaga que vai desaparecer e está longe de ter condições para se aposentar e viver de renda, vale a pena considerar voltar para   a escola ou, temporariamente, empreender em um talento que você tenha para pagar os boletos que chegam”, orienta ela.

Alguns estudos, segundo Geovana, apontam para o retorno de cursos técnicos – a fim de suprir a demanda imediata de tecnólogos – e formações voltadas para desenvolver e firmar a criatividade, liderança, sensibilidade e flexibilidade humanas. “Com a finalidade de conduzir as demandas das novas relações humanas que surgirão”, conclui.

Fonte: NQM

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