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Saiba como identificar e auxiliar potenciais suicidas

·        Jovens entre 15 e 29 anos apresentam as maiores taxas de suicídio ou de tentativas.

Apatia, descrença gerada por uma trajetória com alguns desencontros e infelicidade. Depressão, ansiedade, abuso de álcool e drogas, bullying, violência doméstica e sexual, traumas que moldam muitas vidas e trazem impactos bastante negativos. A taxa de suicídios é alarmante no Brasil e no mundo, mas o crescimento desses números entre os adolescentes e jovens adultos faz acender outra luz de alerta.

O suicídio é um fenômeno social presente ao longo da história da humanidade e que é associado a uma série de fatores psicológicos, culturais, morais, socioambientais, econômicos, dentre outros. De acordo com dados do Ministério da Saúde, o número de suicidas aumentou de forma gradativa entre 2000 e 2016 no Brasil, saltando de 6.780 para 11.736 casos, uma alta de 73% no período. Um fato, porém, que chama ainda mais a atenção é que, entre os adolescentes e jovens adultos (15 a 29 anos), os casos vêm crescendo de tal maneira, que hoje são a faixa etária que mais sofre com o problema.

No mundo, mais de 800 mil pessoas interrompem a própria vida, todos os anos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Novamente, entre os jovens, o suicídio já é a segunda causa de morte mais frequente, ficando atrás apenas da violência.

Na expectativa de combater essa triste realidade e diminuir os números de mortes, em 2003, o dia 10 de setembro foi instituído como o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio e, em 2015, teve início no Brasil a campanha de conscientização “Setembro Amarelo”, por iniciativa conjunta do Centro de Valorização da Vida (CVV), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

O médico psiquiatra do Centro Médico São José de Cerquilho (SP), Dr. Daniel Luis Tittonel Justi, fala sobre os motivos que levam às pessoas a cometerem tal ato extremo. “Dentre as principais causas do suicídio, estão as doenças mentais, o abuso ou a dependência de substâncias químicas e de álcool. É importante que pais, professores e a sociedade em geral estejam atentos a mudanças de comportamentos, de aparência, baixo rendimento escolar, dentre outros indícios do problema”, enfatiza o médico.

Apesar de atingir mais alguns grupos do que outros, esse mal pode alcançar qualquer pessoa. “O suicídio é um fenômeno complexo e multifacetado, que pode afetar pessoas de diferentes origens, classes sociais, orientações sexuais e identidades de gênero”, explica Dra. Ana Paula Ribeiro, médica psiquiatra do Centro Médico São José em Cerquilho (SP).

Os sinais que potenciais suicidas emitem variam de acordo com cada caso, mas estão sempre presentes. Esses alertas podem vir por meio de falas, dizendo que não têm razão para viver, que se sentem um fardo, possivelmente, até dizer que desejam se matar. Podendo ainda se mostrar pelas mudanças de comportamento ou de humor, seja de perda de interesse, irritabilidade, explosões de raiva, aumento do uso de álcool ou de drogas, isolamento familiar e social, dentre outros.

É importante destacar que a maioria dos casos de suicídio pode ser evitada, segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde). “A prevenção ao suicídio é saber identificar e tratar as doenças psiquiátricas. Porém, antes disso, devem-se promover ambientes saudáveis no trabalho e na escola, com o aumento dos repertórios de lazer e socialização. O diagnóstico da doença mental deve ser feito por psicólogos e psiquiatras em uma avaliação clínica. Não há exames específicos para isso”, explica Dr. Daniel.

Ainda segundo o médico, o uso inadequado da internet pode ser um gatilho. “A nova geração tem dificuldade em lidar com frustações. Se, por um lado, as redes sociais favoreceram uma nova forma de comunicação, por outro, isolaram as pessoas, diminuíram os contatos físicos e deixaram todos com a sensação de que a felicidade mora no outro lado da tela. As redes sociais já perceberam isso e estão mudando, para não perderem usuários. Mas, cabe aos pais impor limites de acesso aos filhos. Propor atividades de lazer em conjunto, passar mais tempo em família, no mundo real e menos no virtual. E, aos jovens adultos, cabe se autovigiarem, verem se estão consumindo coisas que realmente lhe fazem bem”, recomenda o especialista.

Dra. Ana Paula ainda completa, destacando que, a qualquer sinal emitido, os pais ou a própria pessoa com problema deve procurar ajuda especializada. “Doenças mentais têm tratamento. Podem e devem ser levadas a sério e tratadas. Só iremos mudar esses números tão altos de suicídio, quando conscientizarmos a população e quebrarmos esse tabu em relação à existência e gravidade das doenças psiquiátricas”, afirma a médica.

O Centro Médico São José de Cerquilho está localizado na Avenida Presidente Washington Luis, 392, no Centro. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (15) 3288-4848, pelo site www.centromedicosaojose.com.br ou pelo Facebook: www.facebook.com/centromedicosaojose.

Fonte: QNotícia

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