Comportamento Estilo de Vida

Por que a gente terminou, mesmo?

Há um efeito muito comum ligado ao fim dos relacionamentos amorosos: não importa por quem a decisão tenha sido tomada, quando chega o fim, costumamos nos lembrar apenas dos motivos pelos quais iniciamos a relação. As razões pelas quais ela terminou perdem intensidade. Camilla Couto, orientadora emocional, explica por quê.

Fonte: Blog das Amarildas

Sabe quando a gente tem certeza de que a relação não vai mais dar certo, que já tentou tudo o que podia e que a melhor solução é seguir cada um para o seu lado? E, mesmo sabendo que tomou a decisão certa, fica passando um filme na nossa mente, só com os motivos pelos quais ficamos juntos lá no início? Para Camilla Couto, Orientadora Emocional para Mulheres, com foco em Relacionamentos, a tristeza e o luto que marcam o final do ciclo de um relacionamento amoroso são inevitáveis e perfeitamente normais. E, no meio da dor, os motivos pelos quais a relação acabou parecem ficar em segundo plano e as boas memórias e a tristeza pelo que poderia ter sido prevalecem.

“Muitas vezes”, explica Camilla, “a pergunta que ecoa nesse momento de desconforto profundo é: Por que a gente terminou, mesmo?”. Segundo ela, isso acontece com muito mais frequência do que se imagina, especialmente com quem termina uma relação sem brigas e sem um grande trauma. Lembramos dos bons momentos, apenas. E, inclusive em casos mais complicados e dolorosos, em que haja ocorrido uma traição, por exemplo, ainda assim, as lembranças boas tendem a prevalecer. Camilla enfatiza: “como um mecanismo de defesa contra a dor e a tristeza, nosso subconsciente nos leva lá para o começo da relação – onde tudo era maravilhoso e idealizado”.

Toda relação começa com paixão, atenção, cuidado, curiosidade, admiração e carinho redobrados. Queremos tanto que dê certo que, muitas vezes, até optamos por passar por cima de alguns valores e daquilo que verdadeiramente desejamos em uma relação. Camilla lembra que só nos damos conta disso quando a rotina chega, quando nossos sonhos já não parecem ser algo em comum e quando precisamos repensar nossas escolhas.

A vontade de fazer dar certo como no começo volta quando terminamos?

Será que quando a relação termina, voltamos àquele estado de positividade de quando iniciamos o romance e desejamos que tudo dê certo? Não há como saber se acontece da mesma forma com todo mundo, mas que a nostalgia do começo e o desalento pelo que perdemos de bom aparecem com o final, não se pode negar. “E se tentássemos mais um pouco só dessa vez? É o que pensamos”, revela a orientadora.

Para Camilla, o melhor a fazer é sempre focar na realidade: “busque esquecer, apenas durante o período de luto, o romantismo dos primeiros tempos. É claro que ele é maravilhoso e é o que nos move no início de um relacionamento a dois. Mas a realidade mesmo, acontece no dia a dia. A rotina de um casal é feita de momentos felizes e outros nem tanto, de alegrias e desentendimentos, de conexões profundas e fases de distanciamento. Mas, se vocês terminaram, muito provavelmente é porque a balança estava pendendo mais para o lado não tão positivo, certo?”.

Camilla lembra que não é preciso esquecer os momentos felizes, mas que, no primeiro momento após o término, na fase de luto, o que deve prevalecer são os motivos e as decisões que levaram o casal a colocar um fim no relacionamento: “foco no aqui e agora, foco na realidade e nas razões que os trouxeram até o que vocês estão vivendo no presente”, comenta.

Camilla Couto enfatiza que ter um bom nível de autoconhecimento ajuda bastante no término dos relacionamentos: “só entendendo nossos reais objetivos de vida, nossos desejos profundos e nos dando o devido valor é que podemos entender com mais clareza que o período saudoso do fim é uma forma de nos despedirmos da relação, de aprender com o que passou, de sermos gratos pelo que foi. Deixe ir. Assim, novos amores poderão surgir, no tempo certo”, finaliza.

Sobre Camilla Couto

Camilla Couto é Orientadora Emocional para Mulheres, com foco em Relacionamentos. Criadora/ autora do Blog das Amarildas e fundadora do PAR – Programa Amarildas de Relacionamentos. Orientadora emocional, Terapeuta Floral (TF-153-17/SP) e Contoterapeuta, viveu durante 8 anos no exterior conhecendo diferentes culturas e comportamentos. No blog amarildas.com.br, compartilha seus estudos sobre amor, relacionamentos e dependência emocional – com o propósito de promover mais entendimento sobre esses temas e de incentivar as mulheres a se amarem e valorizarem cada vez mais.

Mais informações

Camilla Couto | www.amarildas.com.br | amarildasblog@gmail.com

Fonte: Planta e Cresce

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