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Perda auditiva é empecilho para ingresso no mercado de trabalho

·         Condição faz com que muitos deficientes fiquem sem ocupação profissional no país.

Pessoas com deficiência auditiva, por meio de conquistas legais, também alcançaram sua inserção no mercado de trabalho. De acordo com a legislação brasileira, as empresas com mais de 100 funcionários devem destinar de 2% a 5% das vagas para pessoas com deficiência física. Na teoria, ficaria mais fácil a inclusão de pessoas com perda auditiva, mas não é bem assim.

O principal entrave para essas pessoas ingressarem no mercado de trabalho continua sendo a acessibilidade, visto que muitas empresas não possuem tecnologia assistiva ou intérpretes capacitados, em razão dos custos envolvidos.

Em uma pesquisa realizada, em 2014, pelas empresas Catho e iSocial, com o apoio da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos), 81% dos profissionais de RH afirmaram que as empresas contratam pessoas com deficiência apenas para cumprir a Lei de Cotas; 49% deles também disseram que as empresas onde trabalham não possuem estrutura ou recursos para viabilizar a contratação de um trabalhador com deficiência. Segundo dados da Secretaria do Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência e do Censo IBGE 2010, 82% dos profissionais com deficiência são contratados sem carteira de trabalho assinada.

Outro fato que chama a atenção é que a deficiência auditiva está atingindo a população cada vez mais jovem. Apesar de o problema ainda ter a sua imagem muito ligada à velhice, o número de jovens com perda auditiva vem crescendo assustadoramente e o não tratamento do quadro pode acarretar em sérias complicações, tanto para a vida pessoal, quanto profissional. “É muito importante que a perda auditiva seja tratada o quanto antes, para evitar complicações futuras. O mercado de trabalho é limitado para deficientes, mas se torna ainda mais difícil quando a pessoa não realiza o tratamento adequado”, explica Dra. Vanessa Gardini, fonoaudióloga da Pró-Ouvir Aparelhos Auditivos, de Sorocaba (SP).

As dificuldades para os deficientes auditivos vêm desde cedo: faltam professores qualificados para ensiná-los, classes bilíngues e escolas inclusivas. Quando na fase adulta a dificuldade de aprendizagem permanece, as faculdades e universidades não possuem estrutura adequada para atendê-los e a defasagem se torna ainda mais nítida e impacta diretamente em todos os aspectos da vida pessoa, incluindo o profissional.

O principal veículo de comunicação humana é a fala e quem possui perda auditiva é privado dessa interação. “Destacamos sempre a importância de conscientizar a população sobre a perda auditiva e como o problema, se não tratado, pode impactar a vida das pessoas. Outro fator é que o mercado de trabalho no Brasil já está demasiadamente concorrido, sendo a deficiência auditiva um empecilho a mais em meio a esse cenário”, enfatiza Dra. Vanessa.

A fonoaudióloga ainda comenta que, apesar das dificuldades, a expectativa é que o assunto seja abordado com mais ênfase e seriedade e, com isso, as barreiras sejam derrubadas, facilitando a vida daqueles que sofrem com as implicações do problema, a começar pelo preconceito. “O primeiro passo para enfrentar as dificuldades é buscar tratamento adequado. Muitos jovens se recusam a procurar ajuda porque acreditam que problema auditivo é coisa de pessoas mais velhas. Eles associam o aparelho auditivo com uma coisa grande e desagradável, mas já existem no mercado produtos altamente tecnológicos e discretos, desenvolvidos pensando nesse público, como o mais novo lançamento Styletto, por exemplo”, diz a fonoaudióloga.

Aparelho de última geração atrai os mais jovens

Buscando atender o público mais jovem, a Signia, empresa líder mundial em audiologia, desenvolveu o Styletto Connect. É um dispositivo com design elegante e discreto e acabamento em metal, bem próximo ao do iPhone, que corrige a audição em perdas leves e moderadas. Mas, ele vai além: conta com uma central multimídia pessoal, que se conecta ao smartphone e reproduz qualquer tipo de som diretamente no aparelho, como chamadas telefônicas, áudios dos aplicativos de mensagens, vídeos on-line, dentre outros. Também é possível configurar para ouvir o rádio do carro ou os sons da TV diretamente no dispositivo, sem a interferência de ruídos externos.

O modelo e o preço do aparelho auditivo são determinados pelas necessidades de cada paciente e pelas funções agregadas. Atualmente, existem linhas de crédito especiais para aquisição pelo Banco do Brasil, além de condições facilitadas pelas próprias revendas autorizadas.

A Pró-Ouvir Aparelhos Auditivos fica na Rua Dr. Arthur Gomes, 552, Centro, em Sorocaba (SP). Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (15) 3231-6776 ou pelo site: www.proouvir.com.br.

Fonte: QNotícia

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