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Mieloma múltiplo: entenda o que é e como combater

Médica hematologista alerta que, embora o diagnóstico precoce da doença seja difícil, é preciso ficar atento aos sinais, como: anemia, dores constantes no corpo e fraturas espontâneas.

Mas, afinal, o que é o mieloma múltiplo? É um câncer que atinge um tipo de célula da medula óssea, chamada de plasmócito. Essas células são responsáveis pela produção de anticorpos que protegem nosso organismo contra vírus e bactérias.

No momento em que os linfócitos B (tipo de anticorpo) se diferenciam e se tornam plasmócitos, ocorre uma mutação (erro) em um ou mais de seus genes e eles passam a produzir uma proteína anormal, chamada de monoclonal, que se acumula no sangue e na urina. De acordo com a Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (ABRALE), a doença tem maior prevalência em pessoas acima de 50 anos. Entretanto, sua incidência em indivíduos mais novos está aumentando.

Segundo Dra. Bianca Zocca Moreira Calvilho, médica hematologista do Instituto de Oncologia Sorocaba (IOS), os sintomas iniciais, geralmente, começam com a anemia. “É preciso ficar atento, pois nem todo paciente com anemia é por falta de vitaminas ou ferro. Existem vários motivos para um paciente ter anemia, inclusive, o surgimento do mieloma múltiplo”, observa.

Outros sinais que também precisam ser observados, segundo a especialista, são as dores constantes pelo corpo e as fraturas espontâneas. “Às vezes, o paciente até chega a se consultar com um ortopedista, é avaliado, mas não obtém o diagnóstico correto, pois se trata de uma patologia muito específica. Nesses casos, o paciente volta para casa e seu quadro vai se agravando, podendo apresentar hipercalcemia e até levar à insuficiência renal aguda. Por isso, é muito importante conscientizar sobre essa doença ao maior número de pessoas possível”, alerta Dra. Bianca.

Não se sabe, ao certo, o que causa o mieloma múltiplo. Contudo, é sabido que, associada ao envelhecimento celular, acorre uma alteração genética nos plasmócitos e eles passam a se dividir, a se multiplicar de uma forma aumentada, mas sem preservar a sua função. Então, com isso, não acontece um aumento da imunidade do acometido. Pelo contrário, a imunidade é diminuída, fazendo com que as proteínas produzidas por essas células causem uma lesão no osso, como se fossem corroendo e o deixando com aspecto “furadinho”. Estas lesões são chamadas de líticas e acabam enfraquecendo o osso e predispondo o paciente a sofrer fraturas e dores ósseas, agredindo, principalmente, os grandes ossos do corpo, como a coluna e o fêmur. “Além disso, essa proliferação dos plasmócitos impede a produção de sangue e, por isso, surge também a anemia”, explica a hematologista do IOS.

Os plasmócitos cancerosos também produzem uma proteína anormal, chamada de monoclonal, que se acumula no sangue e na urina. O aumento dessa proteína acaba se acumulando no rim e atrapalhando a função renal, podendo levar a um quadro de insuficiência renal aguda e, por vezes, à necessidade de hemodiálise. “A maioria dos pacientes quando chega ao consultório do hematologista está em estágio avançado da doença, em razão desse mal ser silencioso e os sintomas, inespecíficos e tratados erroneamente. Então, quanto mais rapidamente o diagnóstico acontecer, mais fácil será o tratamento e o manejo de possíveis complicações”, adverte a médica.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico pode ser feito por meio de um exame de sangue específico, capaz de identificar se há uma produção anormal de proteínas no sangue, chamada de componente monoclonal. A partir do resultado, é possível reconhecer o tipo de mieloma que o paciente possui, sendo os mais comuns o IgA e o IgG, e iniciar o tratamento de dosagem dessas proteínas.

A especialista esclarece que, além de ter a proteína aumentada no sangue periférico, o paciente geralmente apresenta um aumento dos plasmócitos na medula óssea. Assim, também é realizado um exame que avalia a saúde da medula óssea, denominado mielograma ou um mais específico, como a imunotipagem cariótipo, capaz de identificar as alterações cromossômicas.

E, por último, para avaliar se o mieloma múltiplo é sintomático ou assintomático, são verificadas quatro condições do paciente: se ele está com anemia; se sofreu alguma lesão óssea; se teve insuficiência renal ou se tem hipercalcemia (níveis de cálcio no sangue acima do normal). “Alguns casos de mieloma são raros de se identificar no início, mas isto pode acontecer. A doença não começa de uma vez. Logo que surge, o paciente só tem um aumento dessas proteínas no sangue, então, consideramos como ‘mieloma múltiplo assintomático’ e, nesses casos, na maioria das vezes, nem precisamos iniciar uma terapia inicial ou quimioterapia, somente o acompanhamento desse paciente é suficiente. No entanto, assim que ele começa a apresentar um sintoma (anemia, aumento da proteína acima de três gramas, etc), aí, sim, é preciso um tratamento dirigido para isso, com a quimioterapia”, detalha a hematologista do IOS.

Dra. Bianca ainda fala que existe uma patologia em que o paciente tem o aumento da proteína no sangue, mas não exibe os plasmócitos na medula, chamada de gamopatia do significado indeterminado. Nesses casos, é igualmente muito importante o paciente fazer o acompanhamento médico, pois 30% a 50% deles podem evoluir para o mieloma múltiplo.

Embora a medicina ainda não tenha encontrado a cura definitiva para essa enfermidade, a especialista comemora o avanço das tecnologias para o tratamento.  “Há mais ou menos 10 anos, tínhamos praticamente apenas o corticoide e a calidomida para realizar o tratamento do mieloma múltiplo. Hoje, graças à tecnologia e aos estudos para o desenvolvimento de novas drogas, temos um arsenal importante, com o qual conseguimos controlar a doença, embora ela não tenha cura, infelizmente. O paciente é submetido a um tratamento, geralmente, com quimioterapia durante um período. Dessa forma, conseguimos destruir as células dos plasmócitos da medula, melhorar a anemia e todos os sintomas, dando mais qualidade de vida ao paciente”, comemora.

Dra. Bianca conclui com um alerta à população. “Quando o paciente apresentar uma anemia sem motivo aparente, estiver com dores no corpo, fraturas espontâneas (sem ter sofrido uma queda, por exemplo), cansaço, fadiga, emagrecimento (sem estar realizando dieta), sangramento nasal ou casos inexplicados de alteração renal, deve procurar, o mais rapidamente possível, um hematologista para que possa ser avaliado”, finaliza.

Mais informações podem ser obtidas pelo site: www.oncologiasorocaba.com.br ou telefone: (15) 3334-3434. O Instituto de Oncologia de Sorocaba está localizado no Centro de Medicina e Saúde, que fica na Avenida Comendador Pereira Inácio, 950, Térreo, no Jardim Vergueiro.

Fonte: QNotícia

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