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Métodos contraceptivos reversíveis de longa duração são cada vez mais procurados pelas mulheres

Técnicas são consideradas as mais seguras e eficazes por especialistas, além de serem indicadas para todas as mulheres em idade reprodutiva.

Embora haja diversos tipos de contraceptivos, é crescente a busca por métodos reversíveis de longa duração, principalmente, pelas mulheres que não planejam engravidar nos próximos anos ou que não desejam ter filhos, mas que também não querem se submeter a processos definitivos.

Mas, afinal, o que são os métodos contraceptivos reversíveis de longa duração (LARC – sigla em inglês para Long Acting Reversible Contraception)? São dispositivos intrauterinos (DIU), nas versões de cobre (sem hormônio) e hormonal (também conhecido por SIU), além do implante subcutâneo. Tratam-se de opções seguras para evitar a gestação em longo prazo, sem a necessidade ingestão diária de comprimidos e sem prejudicar a fertilidade no futuro. Ambos estão sendo altamente recomendados, tanto pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), quanto pelo Ministério da Saúde, por meio do programa de Planejamento Reprodutivo Familiar (saiba mais sobre os LARCs, abaixo).

Segundo a ginecologista Dra. Elen Augusto, que atende no Hospital Evangélico de Sorocaba (HES), devido à eficácia dos LARCs, a procura por esse tipo de anticoncepcional aumentou, inclusive, entre as mulheres mais jovens, na faixa dos 18 anos. “Após a recente campanha de incentivo feita pelo Mistério da Saúde, temos atendido mulheres cada vez mais novas, que estão procurando saber mais a respeito desses métodos, não apenas para evitar a gravidez, mas, também, para minimizar outros problemas, como sangramentos menstruais abundantes”, comenta.

A especialista ainda diz que os recursos de longa duração também podem ser uma alternativa para as mulheres que costumam se esquecer de tomar a pílula diária. “É muito importante que a paciente converse com o seu médico e, juntos, definam qual o contraceptivo mais indicado para ela. Hoje, o DIU de cobre pode permanecer no corpo da paciente por até 10 anos”, conta a médica que atende no HES.

Conheça, abaixo, os LARCs e saiba mais sobre cada um deles:

DIU de cobre

O dispositivo intrauterino (DIU) é um aparelho pequeno e flexível, em formato de “T”, que é colocado dentro do útero, por meio de procedimento realizado no consultório médico. Atua em diferentes etapas do processo reprodutivo, desde tornar difícil a passagem do espermatozoide até prevenir o seu encontro com o óvulo. Muitas pessoas ainda acreditam que o DIU de cobre possui efeito abortivo, entretanto, sabe-se que hoje isso é um mito, ele evita a fecundação e não a formação do embrião.


Vantagens: utilizado por cerca de 100 milhões de mulheres no mundo, seus efeitos duram cerca de 10 anos. Não necessita de manutenção mensal, apenas visitas periódicas à ginecologista e ecografia, após a inserção para avaliar se está adequadamente posicionado. A taxa de gravidez é extremamente baixa: no primeiro ano de uso, é de 0,4 a 0,8%, mantendo-se em 0,8% nos anos seguintes.


Desvantagens: pode causar alterações no ciclo menstrual, principalmente nos primeiros três meses. São comuns relatos de fluxo aumentado, sangramento nos intervalos entre as menstruações e cólicas mais intensas, variando de mulher para mulher.

DIU hormonal


Também conhecido como SIU (sistema intrauterino), libera hormônio levonorgestrel, uma progesterona no útero, impedindo que o espermatozoide encontre o óvulo. Assim como o DIU de cobre, precisa ser colocado no consultório médico. Pode ser usado durante a amamentação e não aumenta o risco de trombose.


Vantagens: por ser hormonal, há diminuição de fluxo e de duração das menstruações, chegando até a ausência total da menstruação. A taxa de eficácia é alta e este método pode durar até cinco anos.


Desvantagens: assim como o DIU de cobre, há casos raros de perfuração da parede do útero ou de deslocamentos.

Implante subcutâneo


É um bastão de 4 cm, que é inserido sob a pele do braço. Ele possui uma tecnologia de liberação lenta de um hormônio chamado etonogestrel, uma progesterona, portanto, não aumenta o risco de trombose e pode ser usado na amamentação também, além de poder ser empregado quando a pílula combinada está contraindicada. Sabe-se que a eficácia deste sistema é alta, comparada aos melhores métodos para não engravidar, como o DIU e, até mesmo, a laqueadura.


Vantagens: tem funcionamento de até três anos, grande parte das mulheres ficam sem menstruar. Após a remoção, há rápido retorno ao ciclo menstrual e às taxas de fertilidade.


Desvantagens: pode haver sangramentos irregulares.

O Hospital Evangélico de Sorocaba agora também conta com equipe de Ginecologia em seu Ambulatório Clínico. Agendamentos podem ser realizados pelo telefone: (15) 2101-6600 ou WhatsApp: (15) 98132-0643. Mais informações podem ser obtidas pelo site: www.hospitalevangelico.org.br. O HES fica localizado na Rua Imperatriz Leopoldina, 136, na Vila Jardini, em Sorocaba/SP.

Fonte: QNotícia

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