Corpo e Saúde Estilo de Vida

Diabetes gestacional pode trazer complicações durante e após gravidez

Alteração na glicemia é comumente diagnosticada a partir do sexto mês de gestação e deve ser controlada, para não oferecer riscos à saúde da mamãe e do bebê.

Durante uma gestação saudável, o corpo da mulher passa por inúmeras modificações para a melhor acomodação do feto. As oscilações hormonais são esperadas, porém, igualmente podem facilitar o surgimento de alterações metabólicas, como o Diabetes Melittus Gestacional (DMG).

Atualmente, estima-se que uma a cada seis mulheres, no mundo, apresentam aumento dos níveis de glicose durante a gestação, sendo o DMG o fator causador em 84% dos casos.  Dr. Martha Camillo Jordão, médica endocrinologista que atende no Hospital Evangélico de Sorocaba (HES), explica como isso acontece. “O Diabetes Melittus Gestacional é definido como a hiperglicemia detectada, pela primeira vez, durante a gestação, com níveis glicêmicos que não atingem valores altos o suficiente para o diagnóstico do diabetes. Esta condição não traz sintomas e merece atenção especial, pois está associada a riscos maternos e fetais elevados”, esclarece a médica.

As gestantes com DMG têm maiores índices de aborto, parto prematuro, hipertensão na gestação e parto via cesariana. Algumas possíveis complicações para o bebê incluem: aumento da viscosidade sanguínea; hipoglicemia, que são as baixas concentrações de glicose; macrossomia, que se caracteriza pelo crescimento excessivo do bebê; malformações e síndrome do desconforto respiratório. Além disto, pesquisas já demonstraram correlação entre o diabetes gestacional e um maior risco de desenvolvimento do diabetes e da obesidade juvenil nos descendentes. “O rastreamento de DMG é imprescindível durante o pré-natal. Na maioria dos casos, o diagnóstico é feito entre a 24ª e 28ª semana de gestação, pois é o período de maior resistência à ação da insulina. Os principais fatores de risco incluem idade materna avançada, obesidade, hipertensão, síndrome dos ovários policísticos, antecedente familiar de diabetes e complicações obstétricas prévias”, diz a especialista. 

O tratamento é baseado em orientação dietética com alimentos de baixo teor glicêmico e uso de adoçantes com moderação. A atividade física também é recomendada, respeitando as contraindicações obstétricas.

Caso a glicemia se mantenha elevada, apesar das medidas de melhorias no estilo de vida, é necessária a introdução do tratamento medicamentoso. A terapia considerada mais segura e de primeira linha é a insulina, que deve ser usada com monitoramento de glicemia capilar pelo médico especialista, em consultas frequentes.

Em torno de 15% a 50% das mulheres com DMG desenvolvem diabetes ou intolerância à glicose após a gestação e, por isto, é tão importante a realização de exames, seis semanas após o parto. A amamentação por período maior do que três meses, a prática regular de exercícios físicos e a adoção de uma alimentação balanceada estão associadas ao risco reduzido de manifestação do diabetes pós-parto.

A médica endocrinologista que atende no HES ainda alerta para prevenção do diabetes gestacional. “O controle glicêmico adequado durante a gestação previne o surgimento das complicações para a mãe e o filho e, por isto, é muito importante planejar a gravidez, manter um estilo de vida adequado e contar com o auxílio de especialistas na área para orientação e acompanhamento nessa fase tão desejada e especial”, enfatiza Dra. Martha.

O Hospital Evangélico de Sorocaba também conta com equipe de médicos endocrinologistas em seu Ambulatório Clínico. Agendamentos podem ser realizados pelo telefone: (15) 2101-6600 ou WhatsApp: (15) 98132-0643. Mais informações podem ser obtidas pelo site: www.hospitalevangelico.org.br. O Ambulatório do HES está localizado na Rua Imperatriz Leopoldina, nº 60, enquanto o Pronto Atendimento fica situado no nº 136, da mesma rua, no bairro Vila Jardini, em Sorocaba/SP.

Fonte: QNotícia

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