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BB Glow: técnica gera dúvidas entre especialistas

  Uns afirmam que é tratamento. Outros, “nano maquiagem”. O fato é que o procedimento gera dúvidas entre especialistas em estética e dermatologistas.

Ter uma pele lisinha, iluminada e sem marcas é o desejo de 10 a cada 10 mulheres. Porém, a que custo elas estariam dispostas a conseguir isso?

Vinda da Coreia do Sul, uma técnica chamada BB Glow chegou ao Brasil e vem causando verdadeiro frisson entre elas. A definição do procedimento varia de profissional para profissional, ou de clínica para clínica. Uns o definem como tratamento. Outros, como “nano maquiagem” ou BB Cream de longa duração. Os séruns são aplicados sobre a camada mais superficial da pele, por meio da técnica de microagulhamento e podem conter vitaminas, células-tronco, partículas de ouro 24k, ativos pigmentares, dentre outros componentes. É dito que não se trata de maquiagem definitiva, nem de camuflagem, mas que resolve vários tipos de imperfeições, como poros dilatados, sinais de envelhecimentos, cicatriz de acne, manchas, etc.

Mas, afinal, a nova técnica pode trazer algum tipo de prejuízo à pele? Especialistas em estética e dermatologistas ainda têm muitas dúvidas a respeito.

Lívia Camargo, fisioterapeuta com pós-graduação em estética, proprietária de clínicas especializadas nas cidades de Sorocaba (SP) e São Paulo, não aderiu à técnica. “Não existem estudos científicos que comprovem que os ativos utilizados no BB Glow não oxidem ou apresentem qualquer outra reação indesejada”, destaca Lívia.

Além disso, diz ela, uma pele que já recebeu o BB Glow não tem indicação para realizar outros tipos de procedimentos para o rejuvenescimento facial, como o laser e a luz pulsada, por exemplo. “Não há garantia de que o calor emitido por esses procedimentos não reaja desfavoravelmente com os ativos do BB Glow”, relata a fisioterapeuta dermatofuncional e esteticista.

A médica dermatologista Milena Lopes, reforça a ausência de estudos e normativas que regulamentem o método e indiquem possíveis reações adversas. “A Sociedade Brasileira de Dermatologia não reconhece nenhuma técnica específica do procedimento, que acaba sendo feito de uma forma diferente em cada local. De qualquer forma, as técnicas que envolvem pigmento podem, sim, prejudicar a identificação posterior de uma possível doença de pele, que pode ser mascarada”, afirma. Nesse caso, ela orienta que se seja realizada uma consulta prévia com um dermatologista. “O dermatologista precisa verificar qual a saúde da pele e se não existe nenhuma contraindicação para o procedimento”, conclui.

Lívia complementa, dizendo que prefere apostar em outros métodos estéticos avançados, que, na sua avaliação, promovem o tratamento das imperfeições na causa do problema, e não nos efeitos. “Prefiro seguir a linha dos cuidados estéticos de ‘dentro para fora’, isto é, que vão atuar no tratamento do problema em si, como auxiliar na produção de colágeno, hidratação da pele, correção de machas e marcas de cicatriz, dentre outros”.  

Fonte: QNotícia

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