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Vai pokebola: Detetive Pikachu em kiddie noir

Detetive Pikachu – o kiddie noir que vale a pena

*Daniel Bydlowski

O Detetive Pikachu, de Rob Letterman, é a inovação no quesito kiddie noir – versão infantil das histórias de mistério sombrias e duras tornadas populares nos anos 1930 por Dashiell Hammett e Raymond Chandler. Cenas extremamente bem-feitas e muita emoção para os pequenos. Porém, você precisa conhecer o universo Pokémon para entender o que está acontecendo na telona.

As ruas cheias de neon e muitos monstrinhos queridos andando soltos por aí que participam das cenas, nem que seja um pouco. A inspiração para o filme, foi o famoso game Detective Pikachu, desenvolvido para Nintendo 3DS, ou seja, eles estão o tempo todo em todos os lugares com uma tecnologia que tudo parece real.

Ryme City, uma metrópole gigantesca e adaptada para que o homem e os pokémons convivam em harmonia. O heroi da história, Tim (Justice Smith), vai a essa cidade após um inesperado sumiço de seu pai. Apesar de Tim não gostar dos monstrinhos, ele tem um encontro hilário com o Pikachu (narrado por Ryan Reynolds) e de uma forma atrapalhada e até um pouco furtiva, eles se tornam parceiros na busca pelo pai do protagonista.

E lembrou muito Roger Rabbit, claro, que com uma diferença imensa na questão da interação. Enquanto o clássico de 1988, desapegou dos conceitos de vida real e quis retratar exatamente a loucura de viver ao lado de criaturas animadas. O filme Detetive Pikachu se preocupou com o sincronismo com a realidade.

Para quem não é Pokéfan, existe uma razão para ver o filme, o senso de humor é legal e a produção é esteticamente bonita, e para quem é fã irá ver o Squirtle trabalhando como bombeiro, Growlithe e Arcanine com os policiais e Machamp cuidando do caos do trânsito. Já pensou? Um universo incrível.

Sobre o cineasta: O cineasta brasileiro Daniel Bydlowski é membro do Directors Guild of America e artista de realidade virtual. Faz parte do júri de festivais internacionais de cinema e pesquisa temas relacionados às novas tecnologias de mídia, como a realidade virtual e o future do cinema. Daniel também tenta conscientizar as pessoas com questões sociais ligadas à saúde, educação e bullying nas escolas. É mestre pela University of Southern California (USC), considerada a melhor faculdade de cinema dos Estados Unidos. Atualmente, cursa doutorado na University of California, em Santa Barbara, nos Estados Unidos. Recentemente, seu filme Bullies foi premiado em New Port Beach como melhor curta infantil, no Comic Con recebeu 2 prêmios: melhor filme fantasia e prêmio especial do júri. O Ticket for Success, também do cineasta, foi selecionado no Animamundi e ganhou de melhor curta internacional pelo Moondance International Film Festival.

Fonte: LC Agência de Comunicação

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