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MACS recebe duas novas exposições no dia 09/05

·          Obras pertencentes às mostras “Flume”, de Patricia Carparelli e “Silêncio Tátil”, de Elisa Stecca, permanecerão em exibição no museu até 07/06, com entrada gratuita e aberta ao público; A segunda é acessível também aos deficientes visuais.

O Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba (MACS) recebe, a partir de 09/05, duas importantes exposições: “Flume”, da artista plástica Patricia Carparelli, na Sala 1 e “Silêncio Tátil”, da também artista plástica Elisa Stecca, na Sala 2. As mostras seguem em cartaz até o dia 07/06, de terça a sexta, das 10h às 17h, com entrada gratuita e aberta ao público.

Patricia Carparelli, formada em Arquitetura e Urbanismo pela faculdade Belas Artes e pós-graduada em Arteterapia pelo Instituto Sedes Sapientiae, ambos de São Paulo, apresenta 18 trabalhos da exposição “Flume”, uma mostra híbrida, em que pintura, objeto e vídeo se materializam nas eventualidades existentes entre nascente e foz de um rio. “Os cursos d’água são ampliados e derramam-se no espaço em um ritmo próprio, evidenciado por reflexos, densidades e impulsos traçados no trabalho de Patricia”, descreve a curadora, Thais Teotonio.

Para Cristina Delanhesi, presidente do MACS, a artista, com carreira em franco crescimento, deverá fazer muito sucesso. “Patricia é uma artista nova, que começa a trilhar sua carreira com o profissionalismo de quem, certamente, mostrará muito para os acompanhantes de sua produção”, afirma. 

Experiência sensorial inclusiva

Já, Elisa Stecca traz um conjunto de três obras inéditas, criadas especialmente para a exposição: “Estilingue”, “Silêncio Tátil” e “Silêncio Compartilhado”, com curadoria de Paula Alzugaray. Pensada como uma mostra inclusiva, propõe uma experiência sensorial por meio de um vídeo e de esculturas táteis, além de uma vivência de supressão dos sentidos tradicionais, como uma maneira de acesso ao sexto sentido, a percepção.

A artista já é muito presente nas atividades do MACS. “É um prazer para nós expor esse conjunto de obras de autoria da Elisa e ver todo o cuidado com que ela preparou cada um dos trabalhos para serem acessíveis também às pessoas com deficiência visual”, conta a presidente do museu.

A primeira obra de Elisa, “Estilingue”, é um objeto escultórico, que reúne aspectos fundamentais da formação da artista, como artes plásticas, joalheria e pesquisa alquímica. Nela, uma gota de vidro transparente serve de recipiente para a água e o mercúrio, suspensa por uma estrutura em latão e ancorada por uma pirita rosa e faixas de couro. Os sentimentos de sedução, repulsa, perigo e beleza se misturam em suspensão, contemplação e suposição, tornando-se uma surpresa perante o metal líquido, insondável e misterioso.

A criação “Silêncio Tátil” traz esculturas de cerâmica metalizada em alta temperatura, que remetem às formas líquidas do mercúrio. Foram notadamente concebidas para serem tocadas, uma vez que o elemento químico, em si, é sedutor e intocável. 

Em “Silêncio Compartilhado”, um vídeo, em que grandes quantidades de mercúrio líquido escorrem em formações hipnóticas, será exibido durante a mostra, como um convite à meditação.

De acordo com Elisa, a essência primária da exposição busca resgatar o aspecto “xamânico” da arte, que sugere um encontro com o sagrado. “A mostra propõe uma reflexão individual, uma ação e também uma não-ação, em um mundo onde o ruído é a tônica”, declara.

A proposta apresenta-se como indagativa, visto que seu título remete ao “silêncio”. As obras, em formatos sinuosos em vidro espelhado, pedras misteriosas, como a pirita e o alquímico mercúrio líquido, reforçam a escolha de materiais, visando sempre à expressão mínima e à potência máxima. Como um eco do pensamento de Aldous Huxley, “o silêncio está tão repleto de sabedoria e de espírito em potência, como o mármore não talhado é rico em escultura”. O gesto construtivo é mínimo, potencializando os materiais e o espaço. “É um gesto sem palavras, cujo tema é preponderante na seleção dos materiais que sugerem a composição”, destaca a artista.

Habituada a trabalhar com materiais preciosos, Elisa escolhe o silêncio como elemento valioso, fundamental, como uma maneira de introspecção e possibilidade de acessar níveis não usuais da percepção e espiritualidade. Para ela, contemplar o silêncio é vivenciá-lo, aproveitando esse momento para refletir sobre outros assuntos que, às vezes, no calor da emoção de alguns acontecimentos, não conseguimos pensar racionalmente. “É importante fazer com que as pessoas possam ter contato consigo mesmas por meio do silêncio, possibilitando o encontro com um caminho que remeta à procura por suas vozes interiores, baseadas na espiritualidade”, explica. “Proponho a todos um momento de introspecção, de reflexão e de meditação. Um segundo no tempo/espaço, uma oportunidade de acesso ao profundo, ao sagrado”, sugere.

O MACS fica localizado na Av. Dr. Afonso Vergueiro, 280, no Centro, ao lado da antiga Estação Ferroviária de Sorocaba. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail: macs@macs.org.br ou pelo telefone: (15) 3233-1692. Agendamentos para visitas guiadas com grupos de escolas e universidades devem ser feitos antecipadamente pelos contatos acima.

Fonte: QNotícia

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